"Apenas quando o homem matar o último peixe, poluir o último rio e derrubar a última árvore irá compreender que não poderá comer o dinheiro que ganhou." (não lembro o autor)



segunda-feira, 31 de agosto de 2009

I ENCONTRO MUNICIPAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Olá!

No final de semana a Secretaria do Verde e do Meioambiente promoveu no MAC (Parque Ibirapuera) o I Encontro Municipal sobre Mudanças Climáticas.
Eu, arroz de festa que sou, compareci a este evento também.
Vale reforçar: antes do “debate” (daqui a pouco explico o motivo das aspas), algumas organizações não governamentais (entre elas meus amigos do Vitae Civilis), sindicatos, grupos religiosos e pessoas comuns deram início à campanha TICTACTICTAC (maiores informações em www.tictactictac.org.br).
O encontro oficial, aberto ao público e contando com representantes do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES), dos Conselhos Regionais de Meioambiente e Cultura de Paz, dos Conselhos Gestores dos Parques Municipais e das Redes de Agenda 21, pretendia discutir e debater os temas aquecimento global, mudanças climáticas, mudanças climáticas e saúde humana, Lei Municipal de Mudanças Climáticas, entre outros assuntos. Para tal tarefa foram “convocados” o Secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e Biodiversidade, Fábio Feldmann; Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP; Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace; Carlos Alberto de Matos Scaramuza, da WWF e o Secretário do Verde e do Meioambiente, Eduardo Jorge.
O Secretário da Prefeitura abriu o evento comentando sobre o aquecimento global e o impacto de tal fenômeno sobre os alicerces ambientais, econômicos e sociais. Discorreu também sobre elementos de sustentabilidade (exemplos de conduta, socialização de dados e diálogo) e a relevância da COP-15. Além, disse que a cidade de São Paulo capta aproximadamente 100% do lixo (essa eu fiquei sem entender nada, mas tudo bem, relevo).
Após envaidecidos aplausos (vindos da plateia) para Eduardo Jorge, Fábio Feldmann discursou sobre o histórico das causas ambientais e acordos internacionais. Discorreu sobre a importância do setor industrial para a redução de emissão de carbono equivalente e novamente reforçou a seriedade da COP-15.
Já Scaramuza, da WWF, falou da velha dinâmica industrial e sobre a pouca consideração das externalidades nas implementações de políticas públicas. Ao final, ressaltou o envolvimento do consumidor em relação à sustentabilidade.
Sérgio Leitão (Greenpeace) rapidamente discutiu sobre os motivos de agravamento do aquecimento global e Paulo Saldiva (USP) lembrou que todas as questões ambientais envolvem principalmente o homem, pois o agravamento do aquecimento global pode levar ao aumento de mosquitos transmissores de doenças e gerar mais violência devido à elevação de refugiados climáticos. Também comentou sobre a pauta da reunião da Associação Mundial de Medicina, a saber, mudanças climáticas e saúde humana.
Durante os comentários e perguntas da plateia conheci uma pessoa do Conselho Regional de Meioambiente e Cultura de Paz – Campo Limpo. Conversamos brevemente sobre os problemas circunvizinhos a nós e ficou a promessa de um encontro para eu conhecer mais a atuação de tal Conselho (talvez atue como munícipe-integrante).
Ao final das apresentações foi exibido o filme Home, dirigido pelo fotógrafo Yann Arthus-Bertrand e produzido por Luc Besson, o qual aponta, através de imagens aéreas, as principais questões ambientais da atualidade e mostra como a humanidade interferiu no equilíbrio do planeta.
Saí com uma sensação de falta de aprofundamento técnico durante os debates. O filme é excelente, mas contém questões discutíveis.
Até a próxima!

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