Olá!
No último final de semana (01/08) a Veja SP publicou uma reportagem sobre a reciclagem do lixo no Município. Para quem não teve a oportunidade de lê-la, eu repasso o link da matéria http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2124/nossa-reciclagem-lixo-ha-solucoes-488675.html
Ademais, compartilho minhas “críticas” (abaixo) enviada a Diretoria da Redação hoje pela manhã.
A reportagem alerta para um problema inerente à atividade humana, portanto, em crescimento exponencial: o lixo.
1. Me surpreendeu não ser cogitado o uso de incineradores para dividir a gestão do lixo com os adventos da reciclagem e compostagem. Hoje em dia existe tecnologia para transformar a energia térmica em elétrica e com uma queima controlada tais incineradores não emitem dioxinas e furanos.
2. Em relação à incompreensão da indústria quanto à destinação adequada dos resíduos tóxicos, tal dúvida aumenta quando a mesma depara-se com um custo/pagamento para se desfazer adequadamente de produtos (resíduos) muitas vezes utilizados como materiaprima para quem os recebe (recicladores).
3. Um dos programas realizados pela Prefeitura de Curitiba é exemplar, porém, fica a dúvida sobre a real diminuição de resíduos. Será que a população beneficiada não estaria disposta a gerar mais lixo para trocar por hortaliças?
4. O estímulo à compostagem é um ponto positivo para qualquer política pública de gestão ambiental, porém, é preciso tomar muito cuidado ao definir locais, como por exemplo, parques. O Município já teve uma usina de compostagem e a operação desta foi encerrada porque o espaço tornar-se-ia insuficiente diante da demanda. Mais: não são as minhocas fator preponderante para uma bem sucedida compostagem, a qual é um processo biológico em que os microorganismos, na presença de oxigênio do ar, água, carbono e nitrogênio, transformam estrume, folhas, talos, cascas e restos de comida, num material semelhante ao solo. Tudo isso acontece naturalmente devido aos ciclos biogeoquímicos e as minhoquinhas apenas aceleram o dinamismo.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
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